Geralmente, quando alguém reclama estar com
algum problema de saúde, não raro recebe recomendações ou indicações de
medicamentos que para certas pessoas deram certo. Acontece que esse tipo
atitude é extremamente perigosa, porque o que foi aconselhado a uma pessoa pode
não ser o indicado para outra. A automedicação é um ato arriscado e pode acabar
por gerar conseqüências ainda piores do que a própria doença. De acordo com
dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quinto maior
consumidor de medicamentos do mundo e quando se trata da saúde ocular o cenário
não é muito diferente.Se o assunto é a saúde dos olhos, a recomendação é a mesma: não use colírios sem recomendação médica, pois o que é bom para um pode acarretar problemas para o outro. Isso por que o que muitas pessoas ignoram é que colírio também é remédio.
Existem vários tipos de colírios, cada um indicado para um determinado tipo de problema. É fundamental que se consulte um oftalmologista para que seja identificado corretamente qual o melhor tratamento.
Os colírios e seus riscos:
Vasoconstritor
Diminui a vermelhidão dos olhos. O uso contínuo pode provocar um efeito rebote do problema, que volta mais forte. O uso indiscriminado também mascara doenças que necessitam de tratamento específico.
Lubrificante
Para pessoas com baixa lubrificação dos olhos e usuários de lente de contato. Estes devem evitar produtos com conservantes, pois estas substâncias podem provocar reações alérgicas e prejudicar a lente de contato.
Antialérgicos
Indicados para casos de conjuntivite alérgica, coceira e irritação leve, podem causar sonolência.
Anti-inflamatórios
Indicados em pós-operatórios e doenças como conjuntivite viral e ceratite (inflamação da córnea). Podem ser hormonais (com corticoides) e não hormonais. O uso incorreto e a longo prazo de colírios com corticoides acarreta riscos de desenvolvimento de catarata, glaucoma e até mesmo perfuração da córnea.
Antibiótico
Usado nos casos de conjuntivite bacteriana, ceratite com infecção da córnea e pós-operatórios. Precisa ser usado pelo tempo recomendado pelo médico, sob o risco de tornar a bactéria resistente ao medicamento.
Anestésico
Usado em ambiente hospitalar ou em consultórios antes de exames oftalmológicos. Alivia dores, mas se o paciente coçar o olho pode provocar sérias lesões no órgão. Seu uso prolongado e indiscriminado pode acarretar infecção e úlcera da córnea.
Fontes: Dr. Visão (adaptado)
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